' Máxima de 24°, céu parcialmente encoberto, ... '
É a primeira coisa que meus ouvidos conseguem captar antes mesmo dos meus sentidos voltarem à tona, antes mesmo da minha retina chocar-se com a luz do dia, fazendo com que automaticamente eu abrisse a boca e espremesse os olhos, antes de ter a ideia de esfregar o rosto com as mãos e logo após bocejar gostosamente como sinal de "Bom dia, Dia!". O som vinha da minha TV que passou a madrugada ligada, pra variar. A moça ruiva bonita dava as informações do tempo, e foi ela sair do quadro para eu desligar a telinha e preguiçar mais cinco minutos na cama. Tudo certo, até que olhei por lado e vi que já passavam das 9h15. Estava mais do que atrasado pro trabalho! Levantei num pulo e me dei conta de que era domingo. Ufa! Já estava de pé, e deitar novamente seria coisa de gente estúpida, coisa que nunca mais quero ser. Ao lembrar de já ter sido estúpido uma vez na vida, fui surpreendido pelo cheiro dela que estava em mim, na minha cama, na minha casa... Fiquei perturbado. Procurei pela casa inteira e nenhum sinal da existência dela a não ser pelas muitas fotografias espalhadas.
Por que depois de tanto tempo senti-la ainda me deixa sem rumo?
Na última vez que nos falamos, ela estava fazendo uma força enorme para não chorar. Percebi isso pela pressa que demonstrava ter. Geralmente tudo podia esperar, todos podiam esperar, menos eu. Seus olhos não se deslocaram dos meus em nenhum momento e isso me fazia um rato, pois eu fugia como se estivesse sendo invadido. Fugia por não saber dar a resposta que ela queria que eu desse, a verdadeira. Dei tantas e tantas voltas para tentar formular a melhor resposta, mas acabei optando por um ‘A gente não tem nada a ver‘. Desse momento em diante carrego o título de ‘O homem mais idiota do mundo’. Idiota por ter mentido, idiota por ter sido fraco, por tê-la deixado e por tê-la perdido.
“Depois de tanto tempo você vem me dizer que não temos nada a ver? Eu ontem não era o seu maior amor? Olha, eu não esperava uma atitude dessas vindo de você...” Escutei com vontade de sair correndo, pra não me arrepender mais do que falei. Sempre fui forte e decidido longe da dela, mas ao sentir o calor do seu corpo e ao encontrar seus olhos, eu perdia a noção e vivia o que ela tinha a me oferecer...
Ela não acreditou na minha desculpa imbecil, me desejou coisas lindas, que eu obviamente nunca mereci, e saiu sem olhar para trás. Eu via o amor da minha vida indo embora, sabia que nunca encontraria ninguém no mundo que fosse como ela, mas estava imerso à estupidez chamada orgulho e mesmo já arrependido, não fui atrás dela, não me humilhei e lhe pedi perdão até que fosse perdoado. Eu não disse que a amava e nem reconheci que sem ela, eu voltaria a ser tudo o que eu não queria para mim...
Ela nunca mais me procurou, está cada dia mais linda e vem crescendo como pessoa e profissional de uma forma que conseguiu surpreender até a mim, que sempre soube o quão maravilhosa ela é, apesar de não tê-la aproveitado.
Hoje, se eu pudesse voltar no tempo, iria atrás dela, a tomaria em meus braços e não largaria nunca mais... Confesso que estou a observá-la de longe, pergunto por ela, vou a lugares que ela frequenta...
Talvez por isso, hoje eu não tenha tido um sono tão tranqüilo e tenha lembrado dessa história toda, aliás, hoje e todos os dias desde aquela tarde de domingo, que eu dirigi à caminho contrário da minha própria sorte. E eu continuo a viver à sombra dela.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
A maior felicidade do mundo
Bem, primeiro post de 2010, feito por unhas laranjas que até agora não sei realmente se me agradam ou não, mas como é exótico e tendencial (coisa que anda me agradando em partes) tô usando. Adeus ano velho e infeliz, nossa mãe! Não gosto de anos ímpares, não é superstição!! (ou talvez até seja)
2010 para mim tem um ar de ano bom. É recomeço de um novo ciclo. Termina com zero, né...
Enfim, o que me motiva a estar aqui é um sentimento beeeem infantil de felicidade.
Hoje, logo após o almoço meu irmão pequeno me pediu para lhe fazer uma bacia de pipoca, mas como era muito cedo, fui dar aquela enrolada e disse que faria lá pelas 6h, que é hora de se comer pipoca. Antes disso, não, e ele concordou. Tudo certo, estudei, dormi e lá pelas 6 horas ele vinha cobrar o que lhe foi prometido e lá fui eu pra cozinha. Quando apareci com uma panela, ele deu um sorriso eufórico como se eu tivesse levando os preparativos pra coisa que mais lhe faria feliz no mundo (e no momento, talvez realmente o fosse). Todo serelepe ele pegou o saco de milho no armário, a manteira na geladeira e me assistiu, com um brilho farol alto nos olhos... A cada pipocada do milho estourando, eu sentia o coração do menino pulsar rápido, o sorriso abrir e o olhos brilharem mais, de modo que tava com medo dele ter um ataque. Eu simplesmente não entendia aquela felicidade toda. Cara, era só pipoca!! E ele empolgado pegava a bacia, dizia que gostava de pipoca com sal, perguntou se eu tinha feito pouca pipoca, se era tudo pra nós dois e finalmente sentou-se na sala, de frente pra TV, me apresentou os personagens da série que ele estava assistindo e fomos comendo, comendo...
Ok, acabou o milho, acabou a pipoca, ele lavou a bacia, como no trato feito. Eu voltei a estudar e ele a assistir sua série. Aí eu fiquei com essa na cabeça : Criança é um bicho engraçado mesmo! Aquela pipoca foi pra ele o melhor presente que pude dar, e ele me agradeceu com uma expressão tão feliz que até eu fiquei feliz . Essa coisa de felicidade contagia, sabe? Eu me senti uma criança estando hiper animada por fazer uma pipoca, mas do que fazer uma pipoca, fazer uma criança feliz, fazer alguém feliz e consequentemente, me fazer feliz também.
Taí, a maior felicidade do mundo pra mim é ser feliz por fazer alguém feliz...
2010 para mim tem um ar de ano bom. É recomeço de um novo ciclo. Termina com zero, né...
Enfim, o que me motiva a estar aqui é um sentimento beeeem infantil de felicidade.
Hoje, logo após o almoço meu irmão pequeno me pediu para lhe fazer uma bacia de pipoca, mas como era muito cedo, fui dar aquela enrolada e disse que faria lá pelas 6h, que é hora de se comer pipoca. Antes disso, não, e ele concordou. Tudo certo, estudei, dormi e lá pelas 6 horas ele vinha cobrar o que lhe foi prometido e lá fui eu pra cozinha. Quando apareci com uma panela, ele deu um sorriso eufórico como se eu tivesse levando os preparativos pra coisa que mais lhe faria feliz no mundo (e no momento, talvez realmente o fosse). Todo serelepe ele pegou o saco de milho no armário, a manteira na geladeira e me assistiu, com um brilho farol alto nos olhos... A cada pipocada do milho estourando, eu sentia o coração do menino pulsar rápido, o sorriso abrir e o olhos brilharem mais, de modo que tava com medo dele ter um ataque. Eu simplesmente não entendia aquela felicidade toda. Cara, era só pipoca!! E ele empolgado pegava a bacia, dizia que gostava de pipoca com sal, perguntou se eu tinha feito pouca pipoca, se era tudo pra nós dois e finalmente sentou-se na sala, de frente pra TV, me apresentou os personagens da série que ele estava assistindo e fomos comendo, comendo...
Ok, acabou o milho, acabou a pipoca, ele lavou a bacia, como no trato feito. Eu voltei a estudar e ele a assistir sua série. Aí eu fiquei com essa na cabeça : Criança é um bicho engraçado mesmo! Aquela pipoca foi pra ele o melhor presente que pude dar, e ele me agradeceu com uma expressão tão feliz que até eu fiquei feliz . Essa coisa de felicidade contagia, sabe? Eu me senti uma criança estando hiper animada por fazer uma pipoca, mas do que fazer uma pipoca, fazer uma criança feliz, fazer alguém feliz e consequentemente, me fazer feliz também.
Taí, a maior felicidade do mundo pra mim é ser feliz por fazer alguém feliz...
Assinar:
Postagens (Atom)