domingo, 20 de dezembro de 2009

' Conserva-nos, caminho da alma, a memória de seu amor antigo e inútil '

Quanto a mim o amor persiste, atormenta, faz doer, faz sofrer. Quando não bem resolvido, é assim que ele se comporta. Como criança pirracenta, fica gritando até conseguir o que quer, ou se convence de que não vai ganhar o que clama, e então guarda seu desejo, para quem sabe outro dia.
Mas quando ferido, o amor fica doente e incapaz de fazer suas funções. Então ele não procura, ele não cuida, ele se esconde, ele foge para tentar sofrer menos, ele finge que não sente, ele procura outros rumos.
Na verdade depois de tudo isso, o amor entende que sua base está no querer bem, fazer bem em qualquer circunstância... E se isso se desvirtua, o amor fica confuso, fraco...
Que amor é esse que faz doer, se é verdadeiro, precisa aprender a ser amor! Que sentimento dolorido é esse que se diz ser amor?

' E assim pensando, rasguei sua carta e queimei para não sofrer mais '

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

As meninas da minha infância

Brincavamos de boneca, fizemos até uma viagem ao céu, dentro de um sofá velho cheio de pedras e plantas, porque no céu pra onde a gente ia só tinha gasolina pra beber... A gente fazia limousines maravilhosas com caixa de papelão, imaginávamos cidades, ruas, carros, histórias mirabolantes e dignas do Programa da Márcia Goldsmith, brincávamos de pique, víamos Chiquititas, dançávamos Éo Tchan... As meninas da minha infância eram lindas! Elas faziam catequese comigo e éramos melhores amigas pra sempre. Lembro de alguns de nossos dias de aula, das nossas brincadeiras preferidas, das festinhas que íamos juntas e do quanto fomos felizes...
Hoje as menina da minha infância não são mais minhas melhores amigas pra sempre. Aliás, boa parte delas nem sei onde se localiza, outra parte desvirtuou-se dos bons costumes... Eu sempre fui diferente, aliás, sou até hoje. Fico triste em saber que já fomos melhores amigas e hoje em dia mal nos olhamos, mal nos falamos... As doces menininhas da minha infância já tem filhos, maridos, casos, histórias de vida, currículo na praça e eu, com apenas 17 anos e alguns amigos 'caretas' como eu... Estranho ver que já compartilhamos os mesmos sonhos, sapatos, bonecos (para serem os namorados das bonecas), sorvetes, segredos, carteiras escolares e hoje nada mais existe. Nosso elo foi totalmente desfeito! As meninas da minha infância construíram parte do que eu sou, fazem parte da formação da minha identidade e nem percebemos o valor disso. Talvez isso realmente seja mais importante para mim do que para qualquer oura pessoa, porque é a minha vida, a minha história...
Espero que ao menos eu possa ser uma lembrança boa na vida delas, assim como na minha elas ainda conseguem ser...

Beijos pro Danie, que me deu inspiração!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Eu não existo longe de você ♫

A vida nos reserva coisas (coisas mesmo) que a gente se pergunta todos os dias o porquê de estar JUSTAMENTE na nossa vida. Me diz, por que minha mãe me colocou naquela escolinha, com aquela turminha? E depois de uns anos e algumas outras escolas, eu fui parar numa turma que tive fielmente da segunda à oitava série por que, meu Deus? E por queeeeee até no ensino médio, com prova e tudo fomos parar na mesma escola? Enfim, e como se isso não bastasse, Deus ainda me deu de presente essa pessoa como VIZINHO. Pois é, acredite, na frente da minha casa!!
É um carma, um encosto, sei lá... Aí é obvio que a gente se obrigou a ser amigos!
Pois é, eu sou estranha, muito estranha mesmo, sem paciência, insensível, egoísta, ciumenta e ele é estúpido, chato, ignorante, pseudointelectual, velho, ... Juntos somos debochados, insuportáveis. Mas somos um só, sabemos dar colo e entender o que se passa na cabeça do outro antes do outro pensar... Bem, assim somos nós.
A gente compartilha sonhos, cama, pc, travesseiro, cobertor, refrigerante, biscoito, fone de ouvido, sentimentos, músicas, a calça do Coral, amigos e, se Deus permitisse, até amor a gente compartilharia!
Quem mais ficaria comigo na chuva esperando um passarinho verde passar? Quem mais sairia correndo loucamente pela rua e subiria no meu quarto pra me avisar de que o passarinho verde estava passando na rua? Quem mais deixaria de ver o passarinho verde de frente pra me chamar? Quem mais me tiraria de casa, com a maior preguiça do mundo, e me levaria pro shopping pra pagar conta na fila da C&A e depois rir das pessoas feias da rua, ir comer pizza, voltar andando na chuva pra casa e ganhar AQUELA carona de moto, que surge do além, enviado por Deus, só pode, até a porta de casa, com direito a cheirinho no cangote e tudo? (rs)
Deus, quem mais me acobertaria nas minhas madrugadas? Quem além dele?
Amigos são presentes divinos, mesmo que ele seja meio ateu, rs. Por mais que eu o odeie na maioria das vezes, nos somos melhores amigos, não é? Por mais que eu diga que vou roubar seus amores, que te xingue, te ignore as vezes, fuja de você... Nós somos melhores amigos, certo?
Bem, eu não gosto de você, mas é vício, não tem como te tirar da minha vida, você faz parte de mim, você é quase eu. E eu tô chorando feito idiota, mas é porque a tela do pc tá fazendo meu olho arder. Sabe, sua importância pra mim, por mais que eu talvez não deixe transparecer é enooooooooooorme. Você é o último dos Samurais e será sempre o meu Petit Prince do cabeção, o meu puto, meu velho, meu amigo, melhor amigo, meu amor (sem romantismo, porque não tenho estômago pra isso e aliás, sou judia, rs). Amizade como a nossa é difícil de achar hoje em dia e quero que ela seja assim até que a morte nos separe, ou até que um mate o outro... Tenho medo de perder você, que é pra mim a forma mais sublime do amor. Jon, eu te amo demais.

Para Jonathan Nunes de Souza, aquele abraço.

' Apesar de saber que você tem muitas coisas em sua cabeça,
o futuro, o passado e os aviões em que você poderá viajar.
Eu só quero te contar, esse amor é verdadeiro.
Você é estranho, mas é meu... ♫ '



domingo, 29 de novembro de 2009

Uma carta

Bem, meu amor (e quando digo meu amor, nunca pude encaixar melhor a expressão à pessoa),
Me lembro de uma canção que diz assim "só quem perdoou na vida sabe o que é amar porque aprendeu que o amor só é amor se já provou alguma dor e assim viu grandeza na miséria, descobriu que é no limite que o amor pode nascer" e desta grande lição tirei uma prova concreta. Quando a letra fala de perdoar, não necessariamente o perdão é dado à outra pessoa. Perdoar os outros é fácil em comparação ao auto-perdão. Digo isso porque tive de entender que ninguém completa ninguém, que cada um já é completo por si só. O que pode acontecer é esse um encontrar um expoente. Tipo um².
Ninguém é perfeito ao ponto de agradar ao outro em 100%, por mais que pareça, por mais que tente. Isso simplesmente não existe. O que ocorre são almas apaixonadas que se encontram e que têm bom jogo de quadril. Mas até quem tem bom jogo de quadril, às vezes, sai da cadência e comete deslizes... Aí que entra o auto-perdão, de reconhecer que errou e de reconhecer também que não é o que a pessoa precisa, mas é o melhor que pode ser para aquela pessoa, e que precisa sempre tentar ser o melhor, ainda que não seja o suficiente...
Aprendi que é mais fácil ser racional quando não se ama, porque o amor é um sentimento carente, mesmo que bem enfrentado, ele é uma faca de dois gumes! Quem ama abre mão de coisas, de um modo, ou de outro! E o pior, sem reclamar, sem poder falar nada, porque é voluntário...
Mas se me perguntar se é algo que consigo viver sem, antes d'eu respirar vou responder que obviamente não! O caso é que não é fácil encontrar o expoente certo, ou pelo menos um que fique sem cair. É preciso passar por muitos errados e até por certos, certos na vida de outra pessoa, porque simplesmente não cabem na sua. E levar isso na boa é tarefa pra poucos! Estou aprendendo a lidar com essa situação...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

' E o meu coração embora finja fazer mil viagens...

Fica batendo, parado, naquela estação...'

Esquecer alguém que não se esquece é tarefa difícil. Simplesmente seguir e deixar alguém que fez da sua vida uma experiência divina (mesmo que pouco), não é pra qualquer um não...
Ontem eu sofri, ontem eu chorei, pensei em esquecer toda a parte do mundo que atualmente não me faz mais bem, mas nenhuma tristeza me derruba por duas noites seguidas e hoje chego à conclusão de que esquecer não é fácil e nem sempre a melhor opção...

Doce ilusão a de te deixar seguir sem pensar em sua rota
Doce ilusão a de esquecer de pedir à Deus que te cuide todos os dias
Doce ilusão a de achar que outra pessoa terá o seu lugar em minha vida
Doce ilusão a de tentar esquecer o seu perfume, a sua voz, o seu toque
Doce ilusão a de achar que amor se acaba, se esquece, se troca, se manipula...

Vamos transformar o mal que tive em uma memória do que me fez feliz, mesmo que por um curto período de tempo, para ver se eu arrumo um motivo maior de não querer te esquecer e de enfim voltar à mim toda vez que te encontrar aqui dentro.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2008 - 20h

Estávamos próximos ao natal. Bem, para ser mais exata, estávamos mais próximos ao dia de Finados, mas não gosto de usar essa data como referência. Então, para situar-te de forma agradável no tempo, uso do natal.
Bem, o dia tinha começado a clarear há pouco mais de uma hora e meia (contando com o horário de verão). Não era o meu horário habitual, mas nesta semana vinha sendo e, por acaso (ou não), o ônibus neste dia não estava cheio e eu pude escolher com quem sentaria. Para não ficar muito na vista e para não parecer muito antipática, dei uma olhada rápida nas opções e me sentei ao lado de um homem grande. O motivo da minha escolha não foi a boa aparência dele, não somente, o que contou bastante foi o fato de ser o último assento próximo à saída. Como eu nunca tinha visto esse ônibus 'vazio' pela manhã, imaginei o que estaria por vir...
Me sentei, ele havia acabado de ler o jornal, o guardou no momento em que eu buscava meu livro na bolsa e fechou os olhos quando eu comecei a minha leitura. Minha atenção dividia-se entre meu livro encalhado na mesma página há longas semanas, no homem que dormia ao meu lado e no que aquela cena me remetia: minha sobra de paixão.
Não sei se foi por lembrar do outro, mas este homem que dormia ao meu lado exalava um perfume conhecido e por não conseguir identificar rapidamente, fui me aproximando dele, de modo que meu ombro e minhas pernas estavam juntos ao seu corpo. Fui me aproximando e sentindo o calor daquela pele perfumada. Eu estava meio em transe e nem sei se alguém naquele ônibus reparava minha ação.
Comecei a estudar aquele homem com uma barba clara por fazer, com a cabeça oval, cílios grandes, sobrancelhas espessas e olhos fechados sob um par de lentes com armação sutil. Vestia uma camiseta básica com uma etiqueta presa para fora deixando ler opção em letras vermelhas. Usava calça jeans básica e tênis. Seus ombros era largos, de maneira que tive de encaixar os meus por baixo dos seus. Suas mãos estavam uma por cima da outra apoiadas em sua machila, que mais parecia uma pasta.
De modo geral, aquele homem me fez lembrar do último cara que gostei, apesar de não ter nada em comum. Esse outro é magro, tem cabelos maiores, barba quase sempre bem feita e nunca o vi dormir. Acho que só lembrei dele mesmo após imaginar como seria minha vida se o homem do ônibus estivesse nela. Me imaginei ali, dormindo com ele e que ao invés de suas mãos estarem unidas, estivessem na minha. O Imaginei sorrindo, olhando para mim com aquele olhar que só pude encontrar por três ou quatro segundos. Senti um enorme desejo de beijar aquele homem e só não o fiz por ter medo. E até onde será que o medo atrapalha? Ou ajuda?
Aconteceu que aquele homem dormindo simplesmente me fez pensar em paixão, desejo, dúvida, medo...
O meu destino se aproximava e eu não sabia o que fazer, meu corpo não reagia, por pouco perco o ponto. Desci sem conseguir olhá-lo pela última vez e lembrei dele ao dormir no próximo ônibus em que entrei. Um homem sentou-se ao meu lado e eu cerrei as pálpebras...

Essa história se passou e eu esqueci daquela pessoa, como imaginava. Hoje ao entrar nesse mesmo ônibus o vejo lendo novamente um jornal e quando me aproximo tenho a sensação de que é o mesmo jornal daquele dia. Seria uma nova oportunidade de fazer o que sentia ou apenas um mero segundo acaso? Dessa vez eu não pego o meu livro e fico observando novamente aquele homem ao meu lado, com ombros largos e barba por fazer e dessa vez tenho a sensação de que a viagem será mais interessante!

Amores que acabam em Montilla

Como já dizia uma velha amiga minha 'Mon, a mãe de todas as dores'. Quero declarar meu amor por esta, que me faz iludidamente feliz! Talvez não por ela em si, mas pelos momentos em que ela surge. Não quero criar uma dependência ou algo similar, mas é que não há nada mais perfeito do que chorar, chorar, chorar, juntar as amigas, misturar numa taça chocolate, Coca-Cola, limão, Mont e reclamar da vida, das pessoas, rir amores ridículos e dormir meio tonta das idéias. A Mon me faz forte, a Mon me diz que tenho que acreditar em mim mesma e que eu não preciso de ninguém para ser feliz, a Mon me lembra de trabalhos que tenho pra fazer, que preciso tomar remédio porque minha cabeça dói. A Mon é amiga dos meus amigos, é alegre, divertida e deixa todo mundo numa boa. Não quero falar como a conheci, não é uma das melhores história que tenho, mas eu a apresentei a todo mundo que eu achava que precisava conhecê-la e hoje vejo as pessoas com um amor maior até do que o meu. Tive ciúmes dela, mas eu relevei, ela precisa fazer o seu papel, precisa ser amiga e fazer pelos outros o que também faz por mim! Passamos uns tempos afastadas, mas aqui de volta estou à ela, minha amiga fiel, que me deixa melhor só de pensar que ela tá ali. Amores não se acabam, a Mon um dia vai embora e eu vou lembrar de tudo o que ela me dizia, da forma como ela me fazia sentir e vou seguir, mesmo sem tê-la.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dos Amores que Tive...

Sem Nome

Não quero mais você
Ou não quero mais te querer,
Tanto faz.
Você já teve o seu tempo
Agora eu vou abrir o meu coração...
Se você quiser voltar,
Saiba que já está desculpado.
Só não espere a porta encostada,
Uma janela aberta, ou uma chave debaixo do tapete;
Já se foi o tempo em que eu te esperava no portão.