Bem, meu amor (e quando digo meu amor, nunca pude encaixar melhor a expressão à pessoa),
Me lembro de uma canção que diz assim "só quem perdoou na vida sabe o que é amar porque aprendeu que o amor só é amor se já provou alguma dor e assim viu grandeza na miséria, descobriu que é no limite que o amor pode nascer" e desta grande lição tirei uma prova concreta. Quando a letra fala de perdoar, não necessariamente o perdão é dado à outra pessoa. Perdoar os outros é fácil em comparação ao auto-perdão. Digo isso porque tive de entender que ninguém completa ninguém, que cada um já é completo por si só. O que pode acontecer é esse um encontrar um expoente. Tipo um².
Ninguém é perfeito ao ponto de agradar ao outro em 100%, por mais que pareça, por mais que tente. Isso simplesmente não existe. O que ocorre são almas apaixonadas que se encontram e que têm bom jogo de quadril. Mas até quem tem bom jogo de quadril, às vezes, sai da cadência e comete deslizes... Aí que entra o auto-perdão, de reconhecer que errou e de reconhecer também que não é o que a pessoa precisa, mas é o melhor que pode ser para aquela pessoa, e que precisa sempre tentar ser o melhor, ainda que não seja o suficiente...
Aprendi que é mais fácil ser racional quando não se ama, porque o amor é um sentimento carente, mesmo que bem enfrentado, ele é uma faca de dois gumes! Quem ama abre mão de coisas, de um modo, ou de outro! E o pior, sem reclamar, sem poder falar nada, porque é voluntário...
Mas se me perguntar se é algo que consigo viver sem, antes d'eu respirar vou responder que obviamente não! O caso é que não é fácil encontrar o expoente certo, ou pelo menos um que fique sem cair. É preciso passar por muitos errados e até por certos, certos na vida de outra pessoa, porque simplesmente não cabem na sua. E levar isso na boa é tarefa pra poucos! Estou aprendendo a lidar com essa situação...
domingo, 29 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
' E o meu coração embora finja fazer mil viagens...
Fica batendo, parado, naquela estação...'
Esquecer alguém que não se esquece é tarefa difícil. Simplesmente seguir e deixar alguém que fez da sua vida uma experiência divina (mesmo que pouco), não é pra qualquer um não...
Ontem eu sofri, ontem eu chorei, pensei em esquecer toda a parte do mundo que atualmente não me faz mais bem, mas nenhuma tristeza me derruba por duas noites seguidas e hoje chego à conclusão de que esquecer não é fácil e nem sempre a melhor opção...
Doce ilusão a de te deixar seguir sem pensar em sua rota
Doce ilusão a de esquecer de pedir à Deus que te cuide todos os dias
Doce ilusão a de achar que outra pessoa terá o seu lugar em minha vida
Doce ilusão a de tentar esquecer o seu perfume, a sua voz, o seu toque
Doce ilusão a de achar que amor se acaba, se esquece, se troca, se manipula...
Vamos transformar o mal que tive em uma memória do que me fez feliz, mesmo que por um curto período de tempo, para ver se eu arrumo um motivo maior de não querer te esquecer e de enfim voltar à mim toda vez que te encontrar aqui dentro.
Esquecer alguém que não se esquece é tarefa difícil. Simplesmente seguir e deixar alguém que fez da sua vida uma experiência divina (mesmo que pouco), não é pra qualquer um não...
Ontem eu sofri, ontem eu chorei, pensei em esquecer toda a parte do mundo que atualmente não me faz mais bem, mas nenhuma tristeza me derruba por duas noites seguidas e hoje chego à conclusão de que esquecer não é fácil e nem sempre a melhor opção...
Doce ilusão a de te deixar seguir sem pensar em sua rota
Doce ilusão a de esquecer de pedir à Deus que te cuide todos os dias
Doce ilusão a de achar que outra pessoa terá o seu lugar em minha vida
Doce ilusão a de tentar esquecer o seu perfume, a sua voz, o seu toque
Doce ilusão a de achar que amor se acaba, se esquece, se troca, se manipula...
Vamos transformar o mal que tive em uma memória do que me fez feliz, mesmo que por um curto período de tempo, para ver se eu arrumo um motivo maior de não querer te esquecer e de enfim voltar à mim toda vez que te encontrar aqui dentro.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2008 - 20h
Estávamos próximos ao natal. Bem, para ser mais exata, estávamos mais próximos ao dia de Finados, mas não gosto de usar essa data como referência. Então, para situar-te de forma agradável no tempo, uso do natal.
Bem, o dia tinha começado a clarear há pouco mais de uma hora e meia (contando com o horário de verão). Não era o meu horário habitual, mas nesta semana vinha sendo e, por acaso (ou não), o ônibus neste dia não estava cheio e eu pude escolher com quem sentaria. Para não ficar muito na vista e para não parecer muito antipática, dei uma olhada rápida nas opções e me sentei ao lado de um homem grande. O motivo da minha escolha não foi a boa aparência dele, não somente, o que contou bastante foi o fato de ser o último assento próximo à saída. Como eu nunca tinha visto esse ônibus 'vazio' pela manhã, imaginei o que estaria por vir...
Me sentei, ele havia acabado de ler o jornal, o guardou no momento em que eu buscava meu livro na bolsa e fechou os olhos quando eu comecei a minha leitura. Minha atenção dividia-se entre meu livro encalhado na mesma página há longas semanas, no homem que dormia ao meu lado e no que aquela cena me remetia: minha sobra de paixão.
Não sei se foi por lembrar do outro, mas este homem que dormia ao meu lado exalava um perfume conhecido e por não conseguir identificar rapidamente, fui me aproximando dele, de modo que meu ombro e minhas pernas estavam juntos ao seu corpo. Fui me aproximando e sentindo o calor daquela pele perfumada. Eu estava meio em transe e nem sei se alguém naquele ônibus reparava minha ação.
Comecei a estudar aquele homem com uma barba clara por fazer, com a cabeça oval, cílios grandes, sobrancelhas espessas e olhos fechados sob um par de lentes com armação sutil. Vestia uma camiseta básica com uma etiqueta presa para fora deixando ler opção em letras vermelhas. Usava calça jeans básica e tênis. Seus ombros era largos, de maneira que tive de encaixar os meus por baixo dos seus. Suas mãos estavam uma por cima da outra apoiadas em sua machila, que mais parecia uma pasta.
De modo geral, aquele homem me fez lembrar do último cara que gostei, apesar de não ter nada em comum. Esse outro é magro, tem cabelos maiores, barba quase sempre bem feita e nunca o vi dormir. Acho que só lembrei dele mesmo após imaginar como seria minha vida se o homem do ônibus estivesse nela. Me imaginei ali, dormindo com ele e que ao invés de suas mãos estarem unidas, estivessem na minha. O Imaginei sorrindo, olhando para mim com aquele olhar que só pude encontrar por três ou quatro segundos. Senti um enorme desejo de beijar aquele homem e só não o fiz por ter medo. E até onde será que o medo atrapalha? Ou ajuda?
Aconteceu que aquele homem dormindo simplesmente me fez pensar em paixão, desejo, dúvida, medo...
O meu destino se aproximava e eu não sabia o que fazer, meu corpo não reagia, por pouco perco o ponto. Desci sem conseguir olhá-lo pela última vez e lembrei dele ao dormir no próximo ônibus em que entrei. Um homem sentou-se ao meu lado e eu cerrei as pálpebras...
Essa história se passou e eu esqueci daquela pessoa, como imaginava. Hoje ao entrar nesse mesmo ônibus o vejo lendo novamente um jornal e quando me aproximo tenho a sensação de que é o mesmo jornal daquele dia. Seria uma nova oportunidade de fazer o que sentia ou apenas um mero segundo acaso? Dessa vez eu não pego o meu livro e fico observando novamente aquele homem ao meu lado, com ombros largos e barba por fazer e dessa vez tenho a sensação de que a viagem será mais interessante!
Bem, o dia tinha começado a clarear há pouco mais de uma hora e meia (contando com o horário de verão). Não era o meu horário habitual, mas nesta semana vinha sendo e, por acaso (ou não), o ônibus neste dia não estava cheio e eu pude escolher com quem sentaria. Para não ficar muito na vista e para não parecer muito antipática, dei uma olhada rápida nas opções e me sentei ao lado de um homem grande. O motivo da minha escolha não foi a boa aparência dele, não somente, o que contou bastante foi o fato de ser o último assento próximo à saída. Como eu nunca tinha visto esse ônibus 'vazio' pela manhã, imaginei o que estaria por vir...
Me sentei, ele havia acabado de ler o jornal, o guardou no momento em que eu buscava meu livro na bolsa e fechou os olhos quando eu comecei a minha leitura. Minha atenção dividia-se entre meu livro encalhado na mesma página há longas semanas, no homem que dormia ao meu lado e no que aquela cena me remetia: minha sobra de paixão.
Não sei se foi por lembrar do outro, mas este homem que dormia ao meu lado exalava um perfume conhecido e por não conseguir identificar rapidamente, fui me aproximando dele, de modo que meu ombro e minhas pernas estavam juntos ao seu corpo. Fui me aproximando e sentindo o calor daquela pele perfumada. Eu estava meio em transe e nem sei se alguém naquele ônibus reparava minha ação.
Comecei a estudar aquele homem com uma barba clara por fazer, com a cabeça oval, cílios grandes, sobrancelhas espessas e olhos fechados sob um par de lentes com armação sutil. Vestia uma camiseta básica com uma etiqueta presa para fora deixando ler opção em letras vermelhas. Usava calça jeans básica e tênis. Seus ombros era largos, de maneira que tive de encaixar os meus por baixo dos seus. Suas mãos estavam uma por cima da outra apoiadas em sua machila, que mais parecia uma pasta.
De modo geral, aquele homem me fez lembrar do último cara que gostei, apesar de não ter nada em comum. Esse outro é magro, tem cabelos maiores, barba quase sempre bem feita e nunca o vi dormir. Acho que só lembrei dele mesmo após imaginar como seria minha vida se o homem do ônibus estivesse nela. Me imaginei ali, dormindo com ele e que ao invés de suas mãos estarem unidas, estivessem na minha. O Imaginei sorrindo, olhando para mim com aquele olhar que só pude encontrar por três ou quatro segundos. Senti um enorme desejo de beijar aquele homem e só não o fiz por ter medo. E até onde será que o medo atrapalha? Ou ajuda?
Aconteceu que aquele homem dormindo simplesmente me fez pensar em paixão, desejo, dúvida, medo...
O meu destino se aproximava e eu não sabia o que fazer, meu corpo não reagia, por pouco perco o ponto. Desci sem conseguir olhá-lo pela última vez e lembrei dele ao dormir no próximo ônibus em que entrei. Um homem sentou-se ao meu lado e eu cerrei as pálpebras...
Essa história se passou e eu esqueci daquela pessoa, como imaginava. Hoje ao entrar nesse mesmo ônibus o vejo lendo novamente um jornal e quando me aproximo tenho a sensação de que é o mesmo jornal daquele dia. Seria uma nova oportunidade de fazer o que sentia ou apenas um mero segundo acaso? Dessa vez eu não pego o meu livro e fico observando novamente aquele homem ao meu lado, com ombros largos e barba por fazer e dessa vez tenho a sensação de que a viagem será mais interessante!
Amores que acabam em Montilla
Como já dizia uma velha amiga minha 'Mon, a mãe de todas as dores'. Quero declarar meu amor por esta, que me faz iludidamente feliz! Talvez não por ela em si, mas pelos momentos em que ela surge. Não quero criar uma dependência ou algo similar, mas é que não há nada mais perfeito do que chorar, chorar, chorar, juntar as amigas, misturar numa taça chocolate, Coca-Cola, limão, Mont e reclamar da vida, das pessoas, rir amores ridículos e dormir meio tonta das idéias. A Mon me faz forte, a Mon me diz que tenho que acreditar em mim mesma e que eu não preciso de ninguém para ser feliz, a Mon me lembra de trabalhos que tenho pra fazer, que preciso tomar remédio porque minha cabeça dói. A Mon é amiga dos meus amigos, é alegre, divertida e deixa todo mundo numa boa. Não quero falar como a conheci, não é uma das melhores história que tenho, mas eu a apresentei a todo mundo que eu achava que precisava conhecê-la e hoje vejo as pessoas com um amor maior até do que o meu. Tive ciúmes dela, mas eu relevei, ela precisa fazer o seu papel, precisa ser amiga e fazer pelos outros o que também faz por mim! Passamos uns tempos afastadas, mas aqui de volta estou à ela, minha amiga fiel, que me deixa melhor só de pensar que ela tá ali. Amores não se acabam, a Mon um dia vai embora e eu vou lembrar de tudo o que ela me dizia, da forma como ela me fazia sentir e vou seguir, mesmo sem tê-la.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Dos Amores que Tive...
Sem Nome
Não quero mais você
Ou não quero mais te querer,
Tanto faz.
Você já teve o seu tempo
Agora eu vou abrir o meu coração...
Se você quiser voltar,
Saiba que já está desculpado.
Só não espere a porta encostada,
Uma janela aberta, ou uma chave debaixo do tapete;
Já se foi o tempo em que eu te esperava no portão.
Não quero mais você
Ou não quero mais te querer,
Tanto faz.
Você já teve o seu tempo
Agora eu vou abrir o meu coração...
Se você quiser voltar,
Saiba que já está desculpado.
Só não espere a porta encostada,
Uma janela aberta, ou uma chave debaixo do tapete;
Já se foi o tempo em que eu te esperava no portão.
Assinar:
Postagens (Atom)