Brincavamos de boneca, fizemos até uma viagem ao céu, dentro de um sofá velho cheio de pedras e plantas, porque no céu pra onde a gente ia só tinha gasolina pra beber... A gente fazia limousines maravilhosas com caixa de papelão, imaginávamos cidades, ruas, carros, histórias mirabolantes e dignas do Programa da Márcia Goldsmith, brincávamos de pique, víamos Chiquititas, dançávamos Éo Tchan... As meninas da minha infância eram lindas! Elas faziam catequese comigo e éramos melhores amigas pra sempre. Lembro de alguns de nossos dias de aula, das nossas brincadeiras preferidas, das festinhas que íamos juntas e do quanto fomos felizes...
Hoje as menina da minha infância não são mais minhas melhores amigas pra sempre. Aliás, boa parte delas nem sei onde se localiza, outra parte desvirtuou-se dos bons costumes... Eu sempre fui diferente, aliás, sou até hoje. Fico triste em saber que já fomos melhores amigas e hoje em dia mal nos olhamos, mal nos falamos... As doces menininhas da minha infância já tem filhos, maridos, casos, histórias de vida, currículo na praça e eu, com apenas 17 anos e alguns amigos 'caretas' como eu... Estranho ver que já compartilhamos os mesmos sonhos, sapatos, bonecos (para serem os namorados das bonecas), sorvetes, segredos, carteiras escolares e hoje nada mais existe. Nosso elo foi totalmente desfeito! As meninas da minha infância construíram parte do que eu sou, fazem parte da formação da minha identidade e nem percebemos o valor disso. Talvez isso realmente seja mais importante para mim do que para qualquer oura pessoa, porque é a minha vida, a minha história...
Espero que ao menos eu possa ser uma lembrança boa na vida delas, assim como na minha elas ainda conseguem ser...
Beijos pro Danie, que me deu inspiração! ♥
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