domingo, 20 de dezembro de 2009

' Conserva-nos, caminho da alma, a memória de seu amor antigo e inútil '

Quanto a mim o amor persiste, atormenta, faz doer, faz sofrer. Quando não bem resolvido, é assim que ele se comporta. Como criança pirracenta, fica gritando até conseguir o que quer, ou se convence de que não vai ganhar o que clama, e então guarda seu desejo, para quem sabe outro dia.
Mas quando ferido, o amor fica doente e incapaz de fazer suas funções. Então ele não procura, ele não cuida, ele se esconde, ele foge para tentar sofrer menos, ele finge que não sente, ele procura outros rumos.
Na verdade depois de tudo isso, o amor entende que sua base está no querer bem, fazer bem em qualquer circunstância... E se isso se desvirtua, o amor fica confuso, fraco...
Que amor é esse que faz doer, se é verdadeiro, precisa aprender a ser amor! Que sentimento dolorido é esse que se diz ser amor?

' E assim pensando, rasguei sua carta e queimei para não sofrer mais '

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