Bem, meu amor (e quando digo meu amor, nunca pude encaixar melhor a expressão à pessoa),
Me lembro de uma canção que diz assim "só quem perdoou na vida sabe o que é amar porque aprendeu que o amor só é amor se já provou alguma dor e assim viu grandeza na miséria, descobriu que é no limite que o amor pode nascer" e desta grande lição tirei uma prova concreta. Quando a letra fala de perdoar, não necessariamente o perdão é dado à outra pessoa. Perdoar os outros é fácil em comparação ao auto-perdão. Digo isso porque tive de entender que ninguém completa ninguém, que cada um já é completo por si só. O que pode acontecer é esse um encontrar um expoente. Tipo um².
Ninguém é perfeito ao ponto de agradar ao outro em 100%, por mais que pareça, por mais que tente. Isso simplesmente não existe. O que ocorre são almas apaixonadas que se encontram e que têm bom jogo de quadril. Mas até quem tem bom jogo de quadril, às vezes, sai da cadência e comete deslizes... Aí que entra o auto-perdão, de reconhecer que errou e de reconhecer também que não é o que a pessoa precisa, mas é o melhor que pode ser para aquela pessoa, e que precisa sempre tentar ser o melhor, ainda que não seja o suficiente...
Aprendi que é mais fácil ser racional quando não se ama, porque o amor é um sentimento carente, mesmo que bem enfrentado, ele é uma faca de dois gumes! Quem ama abre mão de coisas, de um modo, ou de outro! E o pior, sem reclamar, sem poder falar nada, porque é voluntário...
Mas se me perguntar se é algo que consigo viver sem, antes d'eu respirar vou responder que obviamente não! O caso é que não é fácil encontrar o expoente certo, ou pelo menos um que fique sem cair. É preciso passar por muitos errados e até por certos, certos na vida de outra pessoa, porque simplesmente não cabem na sua. E levar isso na boa é tarefa pra poucos! Estou aprendendo a lidar com essa situação...
Nossa! Lindo demais seu texto...
ResponderExcluirCabe justinho no meu coração!!!