terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Cartas que não mandei (ainda)

Porque ninguém imaginou, nem mesmo eu, que fosse fazer falta aquele sorriso desconsertado de criança. Aquela mão que segurou a minha pra atravessar a rua e que esqueceu de se soltar no resto do caminho, aquelas fugidas do trabalho pra trocar sorrisos, gracinhas e alguns beijos escondidos. Pode, talvez até deva, ser aquele sentimento que aparece quando a gente perde e que para mim se materializa na forma de saudade. Queria outra tarde, outro almoço grudado na panela, outro dia pra ficar encantada com sua coleção de discos e pedir pra você repetir cem vezes o do Roberto Carlos. Queria uma nova chance de me fazer feliz do seu lado, de receber o carinho que você tanto quis me dar e eu não soube aproveitar. Agora busco dia e noite te tirar do meu coração. Sinto falta de você e não quero que você saiba disso. Vai ser feliz, viver aquilo que eu não pude te dar. Você tá certo de seguir e não ficar esperando o que você nunca soube que era seu. Eu te desejo toda a felicidade do mundo. Desejo ver seu sorriso cada dia maior, mesmo que não seja pra mim. Vai e sorria muito, curta sua vida, seus momentos. Vai e se a vida te der motivo para voltar, volte. Eu não seria boba de perder você duas vezes.

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